O tráfico humano é a terceira modalidade criminosa mais lucrativa do mundo, ultrapassada apenas pelo tráfico de armas e de drogas. O lucro anual chega a quase 32 bilhões de dólares, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Dentre as vítimas, 85% são mulheres, sendo a imensa maioria delas para fins de exploração sexual. A faixa etária predominante está entre 18 e 29 anos e adolescentes. Há registro de tráfico de crianças, sendo a maioria do sexo feminino. Também existe o tráfico de homossexuais e travestis jovens. A maioria das pessoas traficadas é pobre e com baixa escolaridade. Na rede de aliciadores, 55% são mulheres.
Esses são apenas alguns dados que comprovam a cruel realidade do tráfico humano, indo muito além do que é exibido na telinha da TV. E a região nordeste apresenta outros fatores de vulnerabilidade, os quais estarão em debate no Painel aberto ao público, intitulado Mulheres e Homens pela Paz e contra o Tráfico de Mulheres e a Violência Sexual, foi realizado na noite de terça-feira, 7 de outubro, ás 19h às 22h, no Auditório do SINTTEL (Rua Rodrigues de Aquino, 290 – Centro), reunindo autoridades e lideranças.
As iniciativas são uma realização da Associação Mulheres pela Paz, presidida por Clara Charf, hoje com 89 anos, e dirigida por Vera Vieira. Contam com o apoio da Associação Mulheres pela Paz ao Redor do Mundo (Suíça), EED (Alemanha), Fundação Ford e Instituto Avon. O patrocínio é da Petrobras. As imprescindíveis parcerias locais são Cunhã Coletivo Feminista, Sinttel-PB, Rede Sapatá, Grupo de Mulheres Lésbicas e Bissexuais Maria Quitéria; Mel – Movimento do Espírito Lilás, Movbi -Movimento de Bissexuais, Casa da Mulher Renasce Companheiras, MNLM – Movimento Nacional de Luta pela Moradia, Casa Pequeno Davi, Rede Feminista de Saúde, UBM, Associação Flor Mulher de Santa Rita, UFPB/NIPAM, Polícia Federal, Polícia Civil, Prefeitura de João Pessoa – Secretaria de Educação e Cultura, Prefeitura de João Pessoa – SEPPM, Coordenadoria Municipal de Promoção à Cidadania LGBT e Igualdade Racial, Conselho Estadual dos Direitos da Mulher – CEDM, Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Centro de Referência da Mulher Ednalva Bezerra, Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres de Santa Rita.
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